Estava guardado como rascunho e só agora publico, sobre o que achei de Omohide Poro Poro (1991) de Isao Takahata, um anime no formato longa-metragem muito bom. Quem tiver com saco pra ler clique aqui.
Mostrando postagens com marcador Studio Ghibli. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Studio Ghibli. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 25 de junho de 2009
antes tarde que nunca
Estava guardado como rascunho e só agora publico, sobre o que achei de Omohide Poro Poro (1991) de Isao Takahata, um anime no formato longa-metragem muito bom. Quem tiver com saco pra ler clique aqui.
domingo, 12 de abril de 2009
sábado, 28 de março de 2009
Studio Ghibli: Tonari no Totorô
Até finais dos anos 90, o animê era taxado como sinônimo de violência pela maioria dos críticos da mídia, se não bastasse, alguns apontavam (ou ainda apontam) a animação japonesa e jogos de video game como a causa da violência juvenil em nosso país.
Não vou negar que alguns animês exagerem na violência, e realmente eu não recomendaria para criancinhas certos conteúdos.
Mas o que me incomoda é a tamanha ignorância e falta de informação de certos jornalistas, que por serem profissionais (não um zé ninguém feito eu que escreve este modesto blog) andaram escrevendo asneiras sobre a animação japonesa, sem fazer pesquisas mais detalhadas sobre o assunto e generalizarem em cima de 5 ou 6 seriados como Dragon Ball, Yu Yu Hakusho ou Naruto.
Essa introdução xarope foi só para comentar sobre um longa animado dirigido e produzido pelo diretor Hayao Miyazaki:
Tonari no Totoro, ou Meu vizinho Totorô em português.
O filme é de 1988 e muita gente, principalmente os jornalistas que citei ainda não conhecem este sucesso de público, campeão de bilheteria na época (lá no Japão), cult entre os aficionados - o realmente "recomendado para toda a família".
O personagem do título ainda é a logomarca do Studio Ghibli, que o ocidente em geral só conheceu após "A viagem de Chihiro" vencer o Oscar em 2003 e aí sim, toda a crítica começar com uma babação em cima do desenho e elogiar Miyazaki que realiza animações há tempos.
Tonari no Totoro possui conteúdo Zero de Violência, enredo simples mas muito bonito, um tapa na cara de qualquer desinformado que mete pau na animação japonesa. Não falo como fã de animê, falo como apreciador de Cinema em geral.
A história gira em torno de duas irmãs (Satsuki de 12 e Mei de 5 anos) que se mudam junto com o pai para uma área rural nas proximidades de um hospital onde a mãe está internada. Elas acabam conhecendo e fazendo amizade com 2 animaizinhos estranhos e mais um grandão, o Totoro que são criaturas que vivem e protegem o local.
Totoro na realidade é um personagem secundário na trama, e tem o seu papel mais importante no final do filme. O longa chama mais atenção mesmo é a relação de amizade entre as irmãs, a boa educação, cenas do cotidiano, o drama bem construído pelo sensível de Miyazaki que prova entender os sentimentos das crianças, sem se esquecer dos adultos. A mensagem ecológica e a mistura entre o fantástico e o realismo são outra marca registrada do diretor. A trilha sonora assinada por Joe Hisaishi também merece ser apreciada.
No Brasil, Meu Vizinho Totoro foi lançado pela Flashstar em VHS, nos tempos em que Yu Yu Hakushô ainda fazia sucesso e não chamou a atenção de ninguém, a Flashstar também trouxe Porco Rosso, outro filme de Hayao Miyazaki. A única coisa que li na época foi uma matéria na Revista Anime>Do escrito por Ikki Nadas.
Assisti a este clássico pela primeira vez em 1998, VHS gravado da NTV, minha tia que vive no Japão havia me mandado pelo correio. Até à época eu não tinha visto nada parecido.
A abertura infantil esconde os detalhadíssimos cenários e construção de cenas dos Estúdios Ghibli:
Se você nunca viu e se interessou, dá pra baixar pelos torrents por aí, eu recomendo este link lá do blog Go Panda!, que traz a versão do Funsub Baka-br, que aliás está ótima. A versão dublada em português também está disponível.
Ano passado Gake no Ue no Ponyo, último trabalho (até o momento) de Miyazaki fez outros recordes no cinema japonês. Rola pela Internet que a Playarte vai lançá-lo ainda este ano no Brasil, vamos ver.
domingo, 22 de março de 2009
cinema: Omohide Poro Poro (1991)
Um dos melhores filmes que já vi, Omohide Poro Poro ou Only Yesterday (seu título internacional) é outro sucesso do Studio Ghibli (A viagem de Chihiro, Meu vizinho Totorô).Conta a história de Taeko, uma mulher de 27 anos e ainda solteira que trabalha num grande escritório em Tóquio. Quando criança, ela invejava suas colegas que tinham parentes no interior e que para lá viajavam durante as férias de verão. Isto marcou profundamente a moça, que agora viaja para uma fazenda aonde "adotou" uma família. Durante a viagem e o tempo que ela permanece no campo, as suas lembranças da infância e pré-adolescência começam a ressurgir.
Fiquei impressionado com a sensibilidade do diretor Isao Takahata (Túmulo dos Vagalumes), que sabe como poucos inserir personagens complexos e contar uma história dentro de situações comuns do cotidiano numa atmosfera bem realista e prender a nossa atenção até o final. O momento final, aliás, é pura arte, uma "jogada de mestre". Assista e comprove.
Outra coisa que gostei foi a boa química das cenas finais com a canção-tema "Ai wa hana, kimi wa sono tane" interpretada pela popular cantora de Enka Miyako Harumi, poucas vezes vemos uma música que combina realmente tão bem com um anime.
Hayao Miyazaki (A viagem de Chihiro, outros) também assina o roteiro que é baseado em um mangá de Yuko Tone e Hotaru Okamoto.
Leia mais detalhes de Omohide Poro Poro no Cinedie Asia (Portugal).
Baixe no Asian Space
Assinar:
Postagens (Atom)
