sábado, 14 de agosto de 2010

SONNY CHIBA: THE KILLING MACHINE


Se você assim como eu já havia curtido a trilogia The Streetfighter e a Trilogia Oyama e ainda não viu The Killing Machine (Shorinji Kenpo no original), corra atrás desse filme!

Novamente a ideia foi contar parcialmente ou inserir um personagem histórico - o mestre Doshin So - num filme brutal de ação, no qual pouco exploitation é bobagem. Produzido pela Toei e dirigido por Norifumi Suzuki.

Após o final da Segunda Guerra com a derrota do Império do Sol Nascente, o oficial do exército japonês Doshin So retorna ao seu país e encontra um Japão acabado, com prostituição nas ruas, ocupação norte-americana e diversos grupos de yakuzas tirando proveito da situação pra faturar.


So adota algumas crianças órfas que viviam nas ruas e passa ainda a entrar em atrito diversas vezes com yakuzas do bairro de Osaka, onde ele se estabelecera. Ele se reencontra ainda com a jovem Kiku (Yutaka Nakajima), que ele havia conhecido quando ocupava a Manchúria durante a guerra, a moça era uma dos civis japoneses que viviam na China invadida pelo Japão. Para poder sobreviver e cuidar de seu irmão caçula, Kiku não vê outra saída a não ser a prostituição, mas So a salva.



Em novo confronto com os criminosos e ainda com alguns soldados americanos das forças de ocupação, Doshin acaba ferindo gravemente dois deles. Com o perigo de ser executado, o mestre foge para longe e abre um dojo, mas se não bastasse arranja mais encrenca com bandidos locais.

Se o herói é extremamente simpático com as crianças e as pessoas de bem, o mesmo tratamento não é dado aos bandidos. Impiedoso que só ele, Sonny Chiba detona os canalhas não só com boas porradas utilizando técnicas da arte marcial que reúne estilos japoneses e chineses, o Shorinji Kempo.

No primeiro The Streetfighter, Chiba já havia arrancado o saco escrotal de um sujeito com as mãos nuas, em The Killing Machine, ele faz um pouco mais: corta fora o órgão de um yakuza estuprador com uma tesoura e dá para o cachorro comer!


The Killing Machine não é feito só de brutalidade, há também bons momentos dramáticos e trágicos, mesmo para os bonzinhos. Mas o grande destaque é o próprio Chiba, que nos entrega um personagem durão e carismático.

Mais uma coisa que vale se frizado é que o trailer é uma enganação. Era um costume na época incluir cenas inexistentes nos trailers (sacanagem da Toei), mas para a nossa sorte, o filme é muito melhor que a chamada fajuta.

Agradecimentos ao The Metalhero pelo filme.