sábado, 6 de fevereiro de 2010

E enquanto não vejo o Ninja Assassino...

Esta é a cena favorita de hitmanyr2k, autor da postagem do vídeo no Youtube. Também é a minha cena inesquecível de "A Vingança do Ninja" (Revenge of the Ninja. EUA, 1983).

Quando saiu a notícia que Sho Kosugi integraria o elenco principal de Ninja Assassino, fiquei contente, independente do resultado que estaria por vir, afinal o cara é uma lenda dos filmes de ninja. Geralmente os representantes deste gênero eram ruins, mas nada apaga da minha memória "A vingança do Ninja".

Sho Kosugi e seu filho Kane Kosugi em cena de "Revenge of the Ninja"

Sho Kosugi hoje

Kane Kosugi atuando com Devon Aoki em "DOA: Vivo ou Morto" (EUA, 2006) de Corey Yuen

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Meisa Kuroki


E preciso fazer mais algum comentário?
Agora é só aguardar os comerciais da L'Oreal Paris, porque eu mereço.

domingo, 24 de janeiro de 2010

E o Vietnã ataca novamente: CLASH (novo trailer 2010 e ninguém me avisa!)


Do As Infinity: Kimi ga inai Mirai

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

OYAMA TRILOGY: Karate Bullfighter



Kenka Karate Kyokushinken. Direção: Kazuhiko Yamaguchi. Japão, 1975


Sonny Chiba em Karate Bullfighter


E para começar a contar a vida real (ou parte) do grande mestre Masutatsu Oyama, o fundador do estilo Kyokushin, nada melhor que convidar o próprio para aparecer na abertura do filme:

Masutatsu Oyama em pessoa

Oyama e seus alunos treinam ao nascer do sol, um discípulo se arremessa num pequeno círculo em chamas

Numa competição nacional de caratê, um desconhecido esfarrapado surge querendo fazer parte do torneio, numa demonstração de força e habilidade o sujeito quebra 27 tijolos com um único golpe "faca de mão" e não com punho fechado como os outros competidores fizeram com menos material. Seu nome era Masutatsu Oyama (Sonny Chiba).

Oyama se apresentando

O duro treinamento nas montanhas e a inspiração em Miyamoto Musashi , fizeram de Oyama o invencível do Caratê

E na hora do Kumitê, não deu outra, Oyama quebrou todos os adversários, inclusive o favorito Nanba (Masashi Ishibashi).

quebrando tijolos (ou seriam telhas?) e o combate mano-a-mano

Oyama (Chiba) dá uma voadora em Nanba (Ishibashi)


Porém, o mestre buscava um combate puro e não concordava em ver a arte marcial sendo tratada como um esporte comum, ele buscava um duelo à moda antiga com permissão de utilizar todos os golpes existentes. Não tardou muito para ganhar opositores na cúpula das associações de Caratê que o viam como uma ameaça.

"Mas" ainda ganha seu primeiro discípulo: Ariake (Jiro Chiba, sim o irmão de Sonny Chiba) que mais tarde é morto a tiros pela polícia durante uma briga.

Irmãos atuando: Sonny e Jiro Chiba


Oyama ainda se reencontra com uma antiga paixão, Chiako (a bela Yumi Takigawa) que atualmente estava trabalhando como gueixa e servindo soldados americanos. Não fazia muito tempo do final da Segunda Guerra e os ianques ainda ocupavam o Japão. Ao reencontrá-la, Oyama perde a cabeça, dá uma surra no oficial estadunidense e ainda violenta (!) Chiako dentro de um carro. A pobre moça confessa que esta foi a sua primeira vez e não encontrou outra alternativa de viver depois da morte de seus pais e apesar do ocorrido, a gueixa sempre foi apaixonada pelo herói.

Após o final da guerra Oyama (ainda com traje de kamikaze) salva a jovem Chiako de um bando da "Yakuza",  (à direita) um desses infelizes tomando uma surra (todos levaram porrada das boas)

A gueixa Chiako (Yumi Takigawa)

Chiba dá um chega pra lá no oficial norte-americano e viola a garota, polêmico? Pelo menos é algo impensável pôr um herói desses num filme atual

a estratégia funcionou, pois Chiako fica perdidamente apaixonada pelo nosso (anti-)herói e passa a seguí-lo por todos os lados, mas agora é ele que começa a bancar o bom moço.


Diversos empecilhos impedirão o casal de ficar junto e isto se arrasta na segunda parte da trilogia.


O título que recebeu nos EUA: "Karate Bullfighter"
Um touro maluco invade às ruas e coube à Oyama pegá-lo na unha, arrancando-lhe o chifre. Uma cena muito violenta e explorativa. Na vida real, o mestre do Kyokushin chegou a fazer isso uma dezena de vezes em apresentações pelo mundo.

Outra coisa que Oyama fazia de verdade:

Peço perdão, nem dá pra enxergar, mas a cena é ótima

Partir garrafas ao meio com golpes de mão, isto foi incluído na cena em que soldados americanos "convidam" Oyama a mostrar do que é capaz e também lutar com um boxeador deles. Isto ocorre logo após o incidente com a gueixa Chiako.

Ariake (Jiro) morre após confronto com a polícia nos braços do mestre, Sonny Chiba sabe fazer melodramas bem convicentes. (à direita) ele mata um cara por legítima defesa


Após a morte de seu aluno, Masutatsu fica arrasado e vai encher a cara num bar. E para piorar encontra um arruaceiro encrenqueiro por lá e o inevitável acontece: briga e morte do vagabundo. Era a primeira vez que Oyama matava um homem, mesmo que tenha sido em legítima defesa ele fica muito arrependido, ainda mais quando fica sabendo que o falecido deixou esposa e filho sozinhos. Decide nunca mais lutar e para se redimir começa a trabalhar para a viúva que mais tarde o livra do fardo, perdoando-o.


A viúva do sujeito morto por Oyama

Oyama ainda descobre a conspiração das escolas rivais de caratê que planejavam entre outras coisas, matá-lo. Ele então parte para o ataque (!) e vingança (!!!) do seu aluno. O duelo final se dá contra o mestre Namba, que buscava a revanche.



Nos duelos finais, Oyama mandou aquele medo de matar pra aquele lugar e manda ver! Não sobrou ninguém vivo pra contar a história.



Apenas a sua amada clamando pelo retorno do mestre Oyama, que caminha numa estrada sem olhar para trás.

P.S.: Escrito na empolgação e afobação, o que interessa é você procurar ver este clássico!

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Koda Kumi: Cutey Honey Theme (LIVE)

E a foice continua à solta no Youtube...
Cortaram diversos vídeos que eu gostava tanto de assistir, ainda bem que este ainda está lá:


do canal de Bborebbore

Os meus vídeos favoritos, você acessa no:

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

KAYOKYOKU: O Pop Japonês Antigo?

Até ontem eu desconhecia este termo: "Kayoukyoku" ou Kayokyoku (como se pronuncia), mas já conhecia de vista alguns dos cantores do estilo através de programas especiais japoneses, que vez ou outra relembra sucessos das décadas passadas.


Eu também confundia Kayoukyouku com o tradicional "Enka", mas conforme li no blog enka.zip.net de Daniel Watanabe, numa explanação do livro "Japop" de Cristiane Sato, há coerência em eu ter generalizado os dois dos estilos musicais mais famosos do passado japonês.



Na verdade, Kayoukyoku representa as músicas pop praticadas no Japão nos anos 1960, 1970 e até final dos anos 80 (Era Showa), segundo a comunidade dedicada no Live Journal. Em outras palavras, é o "J-Pop das antigas", pois não utilizava as baladas tradicionais do Enka, nem seus temas mais comuns, diversificando-se em vários outros estilos musicais do ocidente.









 Vinil de "L'amore e un Miracolo" ou "Ai no Kiseki" (Hide & Rosanna)

Entre tantos, um dos mais reconhecidos é Sakamoto Kyu com o seu famoso "ue o muite aruko" (a.k.a sukiyaki), música que rodou o mundo, foi regravada em diversas línguas, até em português. O cantor já esteve no Brasil.



Sakamoto Kyu em "Ue o Muite Arukou"

Embora não muito conhecido internacionalmente, a dupla formada por Hide & Rosanna emplacou um sucesso duradouro no Japão, com músicas mais românticas:


"Ai no Kiseki" a mais famosa de Hide e Rosanna

Rosanna Zambon é natural da Itália e conta que pensou em voltar para a sua terra após a morte do parceiro Hide Demon em 1990. Mas ela resolveu ficar, pois seus três filhos já haviam crescido no Japão e dificilmente se adaptariam fora. Quem teve que se adaptar mesmo foi Rosanna, que aprendeu japonês muito bem na fala e na escrita. Ela é de uma família de músicos, um de seus tios estava em evento durante as Olimpíadas de Tóquio e mais tarde levou Rosanna para a Ásia, para que ela fizesse apresentações por lá. Numa dessas ocasiões, conheceu Hide que procurava alguém para formar um dueto, ela conta que ao conhecê-lo de "alguma forma sentiu que ele seria seu futuro marido".

Hoje ainda participa de alguns programas musicais na TV para cantar os seus antigos sucessos ao lado de um outro cantor ou acompanhada do vídeo de Hide. Publicou até alguns livros de culinária italiana para as japonesas e teve algumas participações especiais em "doramas". (fonte: The Japan Times)
O curioso é saber que cantaram até "Bossa Nova", para você notar a variedade encontrada no Kayoukyoku:



"Midnight Bossa Nova"


Agradecimentos ao Fernando que deu o toque no Orkut

Saiba mais. Acesse o J-WAVE em "KAYOKYOKU: Música Popular Japonesa"