sábado, 9 de outubro de 2010

Filmes de Kung Fu: Era uma vez na China

vídeo postado por luzifugum

Não há quem não conheça esta música, isto é, desde que acompanhe há algum tempo os clássicos filmes de Kung Fu. A canção "Nan Er Dang Zi Qiang" (Homem de Determinação) é o tema do mais lendário dos heróis chineses: Wong Fei Hung.

Em 1991, o renomado diretor Tsui Hark resolve revitalizar o personagem ao produzir e dirigir o épico Once Upon a Time in China (Era uma vez na China ou "Guerreiros à prova de Balas" no Brasil) e de quebra, ajuda a resgatar os filmes tradicionais de Kung Fu que haviam perdido muita popularidade na década de 80.
 trailer japonês legal de Once Upon a Time in China 2 e 3. postado por grand100axis

Era uma vez na China contou com o uso mais frequente do "wire-fu" e outras técnicas de filmagem, deixando a ação mais dinâmica numa época em que computação gráfica era impensável, ainda mais em Hong Kong.

Estrelando Jet Li que foi revelado na trilogia Shaolin Temple (O templo de Shaolin, Filhos de Shaolin e O templo de Shaolin 3) e amargado fracassos e poucos sucessos em bons filmes no final dos anos 80, parecia finalmente encontrar o seu estilo.

Os fãs mais ortodoxos da Shaw Brothers sempre criticaram Jet Li por este apresentar um Kung Fu cheio de "truques", mas reconhecem que se não fosse por esta pequena revolução no cinema honconês, os tradicionais filmes de Wushu (o termo correto) estariam prestes a serem esquecidos. O grande público já não ligava para as habilidades "reais" dos atores, mas para um filme divertido e com boa narrativa.

Jet Li é Wong Fei Hung
Neste trabalho de Tsui Hark, conhecemos Wong Fei Hung, um jovem mestre, grande conhecedor da medicina chinesa e um perito invencível das artes marciais, tranquilo e com grande senso de justiça e moral. Possui uma paixão secreta por tia Yee (Rosamund Kwan), não é sua tia de sangue, já que ela tem a sua idade, mas o avô da moça era considerado um irmão pelo pai de Wong. Partindo deste princípio o rapaz jamais deixa revelar seus sentimentos (no primeiro filme) e sempre evita maiores afetos de Yee, que é assumidamente apaixonada pelo mestre.

Rosamund Kwan é tia Yee

Wong Fei Hung ainda enfrenta as invasões estrangeiras representadas principalmente pela presença de ingleses e americanos no seu território, que atuam com o tráfico de pessoas e ópio (um fato histórico verdadeiro). Mas Fei Hung não é do tipo xenófobo e aceita as mudanças para a modernização da China sem explorações e luta pela preservação da cultura tradicional.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Divulgação: Asian Nation

Quem curte ou começou a curtir a música pop asiática, principalmente o K-Pop que vem ganhando mais espaço a cada dia, o Asian Nation é lugar certo. Visual caprichado, dinâmico e informações mantidas por um pessoal que manja do assunto.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Legend of The Fist: The Return of Chen Zhen

Não é o Kato, não é o Máscara Negra.
É Donnie Yen atacando de Chen Zhen mascarado em
"Legend of The Fist: The Return of Chen Zhen"


Sério mesmo, só agora fui parar pra ver o que é o tão bem comentado "Legend of The Fist: The Return of Chen Zhen". Mesmo participando de fóruns especializados, muitas vezes passo sem ler as notícias dos caras. E de repente me surpreendo com um Chen Zhen mascarado com o uniforme do Kato (personagem eternizado por Bruce Lee na série The Green Hornet).


O personagem Chen Zhen já foi vivido por Bruce Lee em Fist of Fury (1972), Jet Li em Fist of Legend (1994) e pelo próprio Donnie Yen numa série para TV em 1995, também intitulada "Fist of Fury".

O filme é dirigido por Andrew Lau (Infernal Affairs, Initial D) e produzido por Gordon Chan (Fist of Legend, The Medalion) que também assina o roteiro. No elenco estão muitos conhecidos: Shu Qi, Anthony Wong, Shawn Yue, entre outros. A estreia está marcada para o dia 23 de setembro em Hong Kong. Acho quase impossível um filme desses não vir para cá, espero encontrá-lo pelo menos nas prateleiras das locadoras ano que vem.

"Legend of The Fist: The Return of Chen Zhen" está no Festival de Veneza 2010.

Saiba mais:
Leia esta reportagem sobre Donnie Yen feita pela agência de notícias Associated Press, traduzida no Uol: http://uol.com/bwhYB

mais jabá:

pequeno making of em HD.

sábado, 14 de agosto de 2010

SONNY CHIBA: THE KILLING MACHINE


Se você assim como eu já havia curtido a trilogia The Streetfighter e a Trilogia Oyama e ainda não viu The Killing Machine (Shorinji Kenpo no original), corra atrás desse filme!

Novamente a ideia foi contar parcialmente ou inserir um personagem histórico - o mestre Doshin So - num filme brutal de ação, no qual pouco exploitation é bobagem. Produzido pela Toei e dirigido por Norifumi Suzuki.

Após o final da Segunda Guerra com a derrota do Império do Sol Nascente, o oficial do exército japonês Doshin So retorna ao seu país e encontra um Japão acabado, com prostituição nas ruas, ocupação norte-americana e diversos grupos de yakuzas tirando proveito da situação pra faturar.


So adota algumas crianças órfas que viviam nas ruas e passa ainda a entrar em atrito diversas vezes com yakuzas do bairro de Osaka, onde ele se estabelecera. Ele se reencontra ainda com a jovem Kiku (Yutaka Nakajima), que ele havia conhecido quando ocupava a Manchúria durante a guerra, a moça era uma dos civis japoneses que viviam na China invadida pelo Japão. Para poder sobreviver e cuidar de seu irmão caçula, Kiku não vê outra saída a não ser a prostituição, mas So a salva.



Em novo confronto com os criminosos e ainda com alguns soldados americanos das forças de ocupação, Doshin acaba ferindo gravemente dois deles. Com o perigo de ser executado, o mestre foge para longe e abre um dojo, mas se não bastasse arranja mais encrenca com bandidos locais.

Se o herói é extremamente simpático com as crianças e as pessoas de bem, o mesmo tratamento não é dado aos bandidos. Impiedoso que só ele, Sonny Chiba detona os canalhas não só com boas porradas utilizando técnicas da arte marcial que reúne estilos japoneses e chineses, o Shorinji Kempo.

No primeiro The Streetfighter, Chiba já havia arrancado o saco escrotal de um sujeito com as mãos nuas, em The Killing Machine, ele faz um pouco mais: corta fora o órgão de um yakuza estuprador com uma tesoura e dá para o cachorro comer!


The Killing Machine não é feito só de brutalidade, há também bons momentos dramáticos e trágicos, mesmo para os bonzinhos. Mas o grande destaque é o próprio Chiba, que nos entrega um personagem durão e carismático.

Mais uma coisa que vale se frizado é que o trailer é uma enganação. Era um costume na época incluir cenas inexistentes nos trailers (sacanagem da Toei), mas para a nossa sorte, o filme é muito melhor que a chamada fajuta.

Agradecimentos ao The Metalhero pelo filme.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Divulgação: ENKA MANIA

Pra quem curte ou quer conhecer este estilo tradicional e popular da música japonesa, agora pode acessar o ENKA MANIA de Rick Akio.


Yashiro Aki
 Este é um LP de Yashiro Aki lançado no Brasil (foto: arquivo da família)

Antes eu só conhecia o Enka...J-Music de Daniel Watanabe. Tem também o Fórum Enka Brasil, mas eu não participo.

domingo, 18 de julho de 2010

comentando rápido: COWBOY BEBOP

Faz um tempo que eu não pegava uma série animada para assistir do início ao fim, pois paciência é algo que tem me faltado para isso. Até que me aparece Cowboy Bebop, um anime não tão novo (1998), já é um "cult" bastante elogiado, vai virar live action em Hollywood e tudo mais.

 esta abertura já está na minha lista de "openings inesquecíveis"

São 26 capítulos ao total e mais um filme produzido em 2001. Assisti à versão longa metragem primeiro e realmente não tive nenhum problema para entender todo o universo de "CowBe", como é carinhosamente apelidado pelos fãs. Mas a série apaixona muito mais e depois que você vê o último capítulo não acredita que já acabou, fica um sentimento de grande melancolia no ar.

O anime homenageia o melhor dos estilos de ação do cinema americano e honconguês (de Hong Kong), isto é evidente nos nomes dos personagens e no visual das cidades fictícias. A trilha sonora é basicamente bem ocidental, com blues e jazz em destaque. O design da animação é muito atrativo, consegue ser futurístico (já que se passa em 2071!), como também muito retrô, agrada em cheio os caras mais chatos feito eu, que já passaram da idade de curtir um bom desenho animado.

Quer saber mais sobre Cowboy Bebop? Não vou repetir tudo o que já contaram:

Sobre o filme, leiam no Omelete por Alexandre Nagado
Sobre a série, leiam no Jbox por Cloud