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terça-feira, 14 de janeiro de 2014

THE BERLIN FILE (2013)


베를린 [Bereurlin/The Berlin File]. Coreia do Sul, 2013. De Ryoo Seung Wan. Ação/Espionagem

Além de mostrar o básico daquilo que se espera de um filme de ação e espionagem, The Berlin File consegue ir um pouco além, embora não traga nada de revolucionário. Não faltam grampos telefônicos, perseguições, cenas de tiroteio, porrada de tirar o fôlego, além das reviravoltas na história (e olha que são muitas e coerentes).

constante vigilância: ninguém escapa de câmeras e microfones escondidos em The Berlin File


Ha Jun Woo foi um psicopata em The Chaser e um endividado sem perspectivas em The Yellow Sea. Em The Berlin File é um agente secreto da Coreia do Norte. Recebeu o prêmio de melhor ator no BaekSang Arts Awards de 2013

Mas o que mais gostei foi do roteiro do diretor Seung Wan Ryoo (de City of Violence) e de algumas atuações, em especial de Ha Jun Woo (de The Yellow Sea e The Chaser) que vive o protagonista Pyo Jong Sung, um espião da Coreia do Norte trabalhando na Embaixada de seu país em Berlim

relação conturbada: entregar a vida à nação teve seu preço e mudou para sempre a vida de uma de uma família feliz estremeceu a base de uma relação: a confiança. Gianna Jun e Ha Jun Woo em cena vivem momentos tensos nos quais não podem mais confiar um no outro

O personagem principal carrega o fardo de ser o herói nacional da república e sua vida complica quando sua esposa, a intérprete da embaixada é acusada por espionagem em favor dos sul-coreanos. Vale o destaque também dessa atriz, Gianna Jun (de My Sassy Girl) que vive uma mulher sofrida na trama.

E nesse conflito de denunciar a própria esposa, com suspeita de deserção e assim cumprir incondicionalmente sua missão, Jong Sung também é acusado de ser um possível agente duplo e o governo de Pyongyang envia ao seu encalço outro implacável agente, Dong Myung Soo (Ryoo Seung Bum) para dar cabo do herói e de sua esposa, mais o embaixador, outro suspeito de traição.

tenso: correria, tiroteio e porrada bem coordenados, mas bem que poderia ter mais.
Doo Hong Jung (Fighter in The Wind) é quem coordena a ação em The Berlin File.

Jong Sung se descobre no meio de uma armação e se volta contra o sistema que na verdade conta com uma grande rede de corrupção e negócios nada oficiais e decide fugir com a esposa, após ela contar que está grávida.

Han Suk Kyu é um agente sul-coreano que vive em conflito com os seus superiores

Outro personagem importante, aliás o co-protagonista da película é o agente sul-coreano Jung Jin Soo (Han Suk Kyu de Shiri), um sujeito da velha escola que odeia comunistas e esta é a sua maior motivação por seguir de perto as transações do país inimigo em Berlim. Ele também passa a perseguir Jong Sung e trava desentendimentos constantes com os seus superiores incompetentes.

Ryoo Seung Bum como o vilão implacável

Falei e falei, mas não contei nada que seja considerado um spoiler, tem muito mais para você descobrir em The Berlin File. Procure ver e tire suas conclusões, muita coisa foge da obviedade do tipo "sul-coreanos do bem contra os comunistas maus do norte", o drama dos personagens e a montagem de cenas são bem trabalhadas, garantindo que você não tire a atenção da tela ao longo das duas horas. Não o julgue pelo trailer.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Filmes Coreanos

악마를 보았다 [Angmareul Boatda] / I saw the devil. Coreia do Sul, 2010. De Kim Jee Woon. Drama/Crime
"Eu vi o diabo" é violento, é tenso, porém humano. Kim Soo Hyeon (Byung Hun Lee), um agente federal descobre quem é o serial killer que matou sua noiva, mas ao invés de entregá-lo à polícia, decide aplicar uma forma vingativa tão cruel quanto ao do maníaco. O sofrimento que o protagonista vive nos comove e nos faz simpatizar e torcer por ele de imediato, porém aí nos deparamos com uma situação que nos faz refletir se a decisão do herói foi a mais "justa" e o diretor Kim Jee Woon mostra tudo isso da forma mais dolorosa. As cenas são chocantes, mas jamais são mera violência gratuita. A atuações de Byun Hun Lee e Min Sik Choi são espetaculares. Um filmaço! Mas tirem as crianças da sala primeiro.

Leia a melhor crítica de I saw the devil no Dementia 13 de Ronald Perrone.


무적자 [Mujeokja] / A Better Tomorrow. Coreia do Sul, 2010. De Song Hae Sung. Drama/Crime/Ação
A adaptação traz novamente os três principais personagens e a temática da amizade e honra num ambiente restritamente masculino estão na pauta. Há um novo desfecho, mas enfim não odiei o novo A Better Tomorrow, apesar de ser fã dos primeiros dois filmes da trilogia de John Woo, que também assina a produção executiva deste remake dirigido por Song Hae Sung. Vale uma conferida pra quem ainda viu.


Ambos os filmes estão disponíveis na Netflix. Também curti demais O Caçador (The Chaser), filmão do mesmo patamar de I saw the devil, comento depois.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

THE MAN FROM NOWHERE (Ajeossi)


Utilizando-se de elementos presentes em muitos outros filmes de ação, The Man From Nowhere  (Coreia do Sul, 2010) de Lee Jeong-beom prende o espectador com a boa narrativa, cenas de ação caprichadas, sem esquecer do conteúdo emocional e a diversão em suas duas horas muito bem trabalhadas.

Em ação: Won Bin (de Mother e A Irmandade da Guerra) encarna bem o espírito de seu personagem: muito convincente  na pele do herói frio e brutal nas lutas e perseguições.

Tae-sik (Won Bin) é um misterioso dono de uma loja de penhores, mesmo sendo antissocial faz amizade com a menina So-mi (Kim Sae-ron), sua vizinha que busca a todo custo aprofundar a amizade com o rapaz a quem ela enxerga a figura paterna que nunca teve.

So-mi vive com a mãe, uma mulher perdida na prostituição e viciada em heroína, a situação fode de vez quando essa infeliz resolve roubar a cocaína de uma máfia da pesada, que não deixa por menos, em resposta os malfeitores sequestram as duas. A mãe tem um destino cruel: é dilacerada e seus órgãos arrancados e vendidos. A gangue liderada pelos cruéis irmãos Seok armam uma cilada e culpam Tae-sik (Won Bin) pelo crime, além de usá-lo para se livrar de um traficante rival.

A fúria de Tae-sik explode e ele sai à caça dos bandidos para resgatar So-mi, descobre sozinho o esquema do crime que envolve tráfico de órgãos, drogas e crianças. Sem poder contar com a polícia que só atrapalha, mas nos revela o passado de Tae-sik, o herói faz tudo do seu jeito e do jeito que a gente gosta de ver: elimina sem dó os covardes que aparecem pela frente.

A briga final é memorável, coreografia de luta rápida e violenta!

característica interessante explorada: lutas filmadas de frente para o ator, era comum ver isso nos filmes de Bruce Lee

Ajeossi, seu título original em coreano significa "tio", é como a menina So-mi chama o protagonista, talvez para dar um toque mais sentimental e dramático e de certa forma consegue, apesar de não ser esse o forte do filme, que conta com boa dose de violência e brigas sangrentas. Aliás, a cena final para os sujeitos mais ácidos era dispensável por ser muito piegas, é o que achou por exemplo o Pablo do Cine Coréia.
A adorável Kim Sae-ron (aos 10 anos de idade), estrelou também o drama A Brand New Life (2009). Antes de tudo, "Ajeossi" é a história da amizade pura entre a menina e o dono da loja de penhores

The Man From Nowhere foi sucesso de público, o grande hit de 2010 na Coreia do Sul e bem recebido pela crítica por onde passou. O diretor Lee Jeong-beom não tem uma extensa filmografia (só 2 filmes até o momento), mas mostrou que competência não lhe falta.

No Japão: lançamento de 3 edições especiais em DVD e Blu-ray, com discos duplos cada um. Foram lançados hoje (02/02/2012). Título no Japão: "Ajioshi" (アジョシ) Fonte: Amazon.co.jp

Quando esse filme será licenciado no Brasil? É a pergunta que eu faço, se alguém souber me responder... Já estamos em 2012, acho uma injustiça não ver pelo menos um DVD nas prateleiras das locadoras brasileiras. No Japão, a estreia ocorreu meio tarde também (setembro de 2011), mas lá rolou uma premiére como pode ser visto no canal da Movie Collection. O site oficial japonês continua ativo: http://ajussi2011.jp/pc/. Nos EUA estreou em setembro de 2010, segundo o imdb.

Atualizado:
Você pode assistir a Ajeossi ou "Homem de Lugar Nenhum", título aqui adotado no Netflix. Legendado em português.

Leia a ótima crítica do filme no CineDrops (22/11/2013). 

sábado, 7 de janeiro de 2012

mais guerra no cinema com "My Way"

 Publicado ontem pelo Cinema Today  em seu canal no Youtube

My Way (Coreia do Sul, 2011) estreia dia 14 de janeiro, próximo sábado no Japão. A grandiosa produção tem em seu elenco três artistas asiáticos famosos: Jang Don-gun (da Coreia), Joe Odagiri (do Japão) e Fan Bingbing (da China).

O filme é dirigido por Kang Je-gyu que já tem em seu currículo "A Irmandade da Guerra" de 2004 (também estrelado por Jang Dong-gun) e Shiri - Missão Terrorista, ambos lançados em DVD no Brasil pela Sony.

Mais informações no
HANCINEMA
Asian Media Wiki

Site oficial (em coreano): http://www.myway-movie.co.kr/
Site oficial (em japonês): http://myway-movie.com/

domingo, 24 de abril de 2011

71 Into The Fire

 71 Into The Fire, Coreia do Sul 2010

Baseado na batalha que envolveu 71 soldados estudantes sul-coreanos que resistiram por 11 horas ao avanço das tropas da Coreia do Norte num colégio da cidade de Pohang durante a sangrenta Guerra da Coreia.


Um belíssimo filme, porém não supera o Irmandade da Guerra (The Brotherhood of War. Coreia do Sul, 2004), mesmo assim, 71 Into The Fire possui todas as qualidades técnicas do "irmão" Irmandade da Guerra, só perde um pouco em detalhes de roteiro e dramaticidade, mas só um pouco mesmo. Este filmão está acima de muita produção hollywoodiana. Espero que o filme seja lançado em breve no mercado brasileiro.

Resenha e outra opinião você lê no Cine Coréia.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Ano Novo, 1 Ano de Age of Asia e Photoshopadas Baratas

E aqui estou, sobrevivi ao turbulento ano de 2009 e o Age of Asia completou seu primeiro aniversário no dia 3 de janeiro.

Além de blogueiro amador, também venho tentando a sorte com o Photoshop. Fiz um curso do software há um tempo, e agora que estou com um PC melhorzinho, posso voltar a brincar com o editor de imagens favorito dos profissionais. Não sei ainda se quero me profissionalizar na área, por enquanto estou contente em fazer minhas montagens baratas, mas só com as "beldades asiáticas" (alusão à sessão do My Asian Movies de Jorge Soares).


=
Kim Ah Joong

Com as dicas do Photoshop Creative, consegui juntar só coisa boa na foto acima, há pequenas falhas, mas se você quiser pôr na sua área de trabalho, fique à vontade. Sei lá se estou violando direitos autorais de fotografia ao editar o que já existia (na certa estou). Mas depois que eu vi "200 Pounds Beauty", pensei: Pô! Kim Ah Joong é muito gata, quero fazer um wallpaper para ela, mesmo que haja outros muito melhores.

Andei fazendo mais umas montagens. Confira no http://www.flickr.com/photos/ageofasia

BoAalanVivian Hsu 徐若瑄Kim Ah Joong 김아중Aya Ueto

Conheça Kim Ah Joong e o filme coreano "200 Pounds Beauty" (2006), que infelizmente ainda não foi lançado oficialmente no Brasil:

Site Oficial de Kim Ah Joong
Kim Ah Joong no Drama Wiki
200 Pounds Beauty no Asian Media Wiki

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

The Good, The Bad, The Weird



Finalmente pude conferir o DVD de "Os Invencíveis", embora o título nacional não seja tão criativo, gostei de ver um filmão desses ser lançado tão rápido no mercado brasileiro (abril/2009 pela Califórnia Filmes). Só reclamo pela falta de extras no DVD, algo típico das nossas distribuidoras. Mesmo assim valeu o aluguel.




Segundo o squidoo.com é o filme coreano mais caro até aquela data (2008). Mas comparado às superproduções hollywoodianas, 17 milhões de dólares é pouco. Mais um exemplo de bom (quer dizer, excelente) e barato filme de ação e aventura com um tremendo impacto visual. Rodado no deserto de Gobi, este western transporta o gênero yankee para as terras orientais, embora menos original que "Sukiyaki Western Django" de Miike, este "The Good, The Bad, The Weird" de Kim Jee-Woon diverte muito mais.

O filme de Kim Jee-Woon pode não agradar a todos, alguns fãs de Sérgio Leone não curtiram muito, outros já gostaram, mas "Os Invencíveis" é acima de tudo uma grande homenagem aos Western Spaghetti de bom gosto.


Leia as críticas e resenhas de "Os Invencíveis" (The Good, The Bad, The Weird) ou "O bom, o mau e o bizarro" (título  que recebeu no Festival do Rio 2008) no:

Cinemacafri
Cinematório
Cinefilia
Omelete

terça-feira, 19 de maio de 2009

Filmes asiáticos


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Vibrei com Cidade da Violência (City of Violence, 2006) de Ryu Seung-wan, agressivo filme sul-coreano de ação. E finalmente pude matar a vontade e ver o retorno de Tony Jaa, agora como diretor em Ong Bak 2, mas eu percebi que eu tô ficando cada vez mais chato, pois o filme acabou e fiquei esperando mais e fiquei me perguntando: ué? já acabou? Era "só isso"? Brincadeira, claro que curti, mas como já haviam comentado o Heráclito e o Diego Martins, o final foi diferente do que eu havia imaginado.
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Já estou com Kabei - Nossa mãe (Kaabee, 2008) do diretor Yôji Yamada, que me desculpem a minha falta de informação, mas eu achei que eu só conhecia um único trabalho do diretor que é o O Samurai do Entardecer (Tasogare Seibei) conforme comentei outro dia, mas na realidade eu já assisto aos filmes de Yamada desde criança: a série de filmes "Tsuribaka Nisshi", "Otoko wa tsurayo" (do saudoso Tora-san), "Shiawase no kiiroi hankachi" (1977), são todos clássicos do cinema japonês. Eu só não sabia o nome do diretor que já esteve no Brasil! Vivendo e aprendendo...
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cena de um dos 48 filmes da maior cinessérie mundial: "Otoko wa Tsurai yo" estrelado por Atsumi Kiyoshi no personagem "Tora-san"

trecho de Haruka naru yama no yobigoe (1980) - outra obra que ainda não vi do diretor Yamada

Post recente sobre Tora-san, clique aqui

Antes de sair procurando filmes asiáticos para baixar, preste atenção nas locadoras de vídeo, muita coisa já foi lançada oficialmente no Brasil. Sai mais barato alugar o DVD e ainda você poderá estar contribuindo para que novos filmes da Ásia venham para cá. 

Filmes divulgados aqui, já lançados no Brasil:
Ong Bak 2 (Califórnia Filmes)
Cidade da Violência (Flashstar Home Video)

Muito do cinema asiático infelizmente não é licenciado no Brasil e nunca será, neste caso recomendo o Asian Space ou o Avistaz (torrent).