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domingo, 19 de janeiro de 2014

Jackie Chan: Um Kickboxer Muito Louco

O blog possui poucos posts e neste mês de janeiro completa 5 anos, o tempo passa e a Poupança Bamerindus... bom o banco faliu! Mas voltando ao assunto e falando sério, não seria justo de minha parte não falar de filmes que afloram a minha nostálgica infância, ui.


飛鷹計劃 [Fei Ying Gai Wak/Armour of God II: Operation Condor]. Hong Kong, 1991. De Jackie Chan. Ação/Comédia.

Para muitos fãs brasileiros de Jackie Chan (ou pelo menos para mim), "Armour of God II: Operation Condor" é sem dúvidas um clássico, pois muito moleque da minha geração só conheceu o astro chinês por causa desse filme, reprisado uma pancada de vezes pelo SBT em meados dos anos 1990. Lembro-me de tê-lo visto "pela primeira vez na televisão" na Sessão das Dez na emissora de Sílvio Santos e depois não me cansei de rever no Cinema em Casa durante às tardes, sempre que podia. Outros que eu curtia: "Dragões em Dose Dupla" (1992) e "O jovem mestre do Kung Fu" (1980).

Jackie Chan com (esq. p/ dir.): Shoko Ikeda, Carol Chang e Eva Cobo
O legal era ouvir Jackie Chan dublado pela inconfundível voz do Jaspion, meu xará Carlos Takeshi nos Estúdios da Marshmallow, mas meu dublador preferido é Tatá Guarnieri.

Pérolas: "- Vampiro africano não chupa sangue chinês"

Há duas versões de Um Kickboxer Muito Louco, a primeira com esse título engraçado (comuns em títulos americanos B da época) chegou ao Brasil pela extinta distribuidora Reserva Especial Vídeo nos tempos do VHS, trata-se da fita original de Hong Kong (comprada pelo SBT), já a segunda é baseada na editada, picotada e cagada versão da Dimension Films, posteriormente exibida pela Globo, logicamente com outra dublagem, é o que você verá na Sessão da Tarde sempre que reprisar.

A Dimension fez 14 minutos de corte sem razão, alterando também a trilha sonora, incluindo até uma abertura ridícula, do qual só o novo título dado ficou mais fiel por aqui: Operação Condor, em tradução literal. Para saber mais veja em Hong Kong Fanatic. A Band exibiu a versão original pela última vez, mas  não foi na Sessão Kickboxer.


Jackie Condor (Chan) retorna no papel de um caçador de tesouros do primeiro Armour of God (1986), dessa vez contratado clandestinamente para uma missão secreta a mando das Nações Unidas (!), com o objetivo de recuperar umas toneladas de ouro escondida pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Para que fique bem claro, o filme se passa nos dia atuais tá?




No meio do caminho Jackie enfrenta um grupo de mercenários, liderados por Adolf (não o Hitler, é o ator: Aldo Sambrell), um ex-soldado alemão que ajudou a esconder o ouro em algum lugar debaixo do Saara, o velho não mede esforços para deter a equipe de Jackie, que é totalmente assassinada pelo bando, restando somente (para a nossa alegria) o trio de gatinhas magrinhas: Ada (Carol 'Do Do' Cheng), a especialista em sobrevivência no deserto, que vive aos tapas com Jackie, Elsa (Eva Cobo), neta de um dos soldados alemães mortos durante a guerra e Momoko (Shoko Ikeda), uma vendedora ambulante de artesanato africano.

Superman!!!: Nesta cena antológica Jackie voa, se aproveitando do sistema de ar de numa base secreta nazista. Uma coisa que Jackie Chan não perdeu até hoje é a criatividade para encenar lutas em lugares exóticos. Não apenas as lutas são divertidas, repetindo muitas coreografias criadas nos anos 80, mas há diversas situações engraçadas criadas por Jackie Chan que assina o roteiro e direção de Operação Condor. Mas para curtir tudo isso é necessário assistir à versão original e não a editada pela Dimension Films.

Ainda bem que dessa vez Jackie manda Carol Cheng aparecer mostrando a bunda e não ele como de costume!
Além dos mercenários, Jackie enfrenta dois árabes trapalhões que também estão atrás do ouro.

Humor pastelão e situações inusitadas: o gerente do hotel em que os personagens se hospedam nunca perde uma chance na hora de tascar uma grana. Infelizmente os filmes atuais, mesmo os de Hong Kong não conseguem mais criar esse clima. Vi o Operação Zodíaco (2012) no qual Jackie retoma o personagem caçador de tesouros com uma nova equipe, mas não consegui me empolgar tanto quanto Operation Condor, ou mesmo o primeiro Armour of God. Chan inclusive refilma a cena da garota descontrolada com a metralhadora, mas sem o mesmo "charme". Talvez seja apenas implicância de velho de minha parte.


As cenas de perseguição incluem momentos tão nonsense quanto divertidas: destaques para o malabarismo para escapar dos carros ou o salto no porto com direito a replay. Sensacional.


Pode ser baixado no Tela de Cinema

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

THE BERLIN FILE (2013)


베를린 [Bereurlin/The Berlin File]. Coreia do Sul, 2013. De Ryoo Seung Wan. Ação/Espionagem

Além de mostrar o básico daquilo que se espera de um filme de ação e espionagem, The Berlin File consegue ir um pouco além, embora não traga nada de revolucionário. Não faltam grampos telefônicos, perseguições, cenas de tiroteio, porrada de tirar o fôlego, além das reviravoltas na história (e olha que são muitas e coerentes).

constante vigilância: ninguém escapa de câmeras e microfones escondidos em The Berlin File


Ha Jun Woo foi um psicopata em The Chaser e um endividado sem perspectivas em The Yellow Sea. Em The Berlin File é um agente secreto da Coreia do Norte. Recebeu o prêmio de melhor ator no BaekSang Arts Awards de 2013

Mas o que mais gostei foi do roteiro do diretor Seung Wan Ryoo (de City of Violence) e de algumas atuações, em especial de Ha Jun Woo (de The Yellow Sea e The Chaser) que vive o protagonista Pyo Jong Sung, um espião da Coreia do Norte trabalhando na Embaixada de seu país em Berlim

relação conturbada: entregar a vida à nação teve seu preço e mudou para sempre a vida de uma de uma família feliz estremeceu a base de uma relação: a confiança. Gianna Jun e Ha Jun Woo em cena vivem momentos tensos nos quais não podem mais confiar um no outro

O personagem principal carrega o fardo de ser o herói nacional da república e sua vida complica quando sua esposa, a intérprete da embaixada é acusada por espionagem em favor dos sul-coreanos. Vale o destaque também dessa atriz, Gianna Jun (de My Sassy Girl) que vive uma mulher sofrida na trama.

E nesse conflito de denunciar a própria esposa, com suspeita de deserção e assim cumprir incondicionalmente sua missão, Jong Sung também é acusado de ser um possível agente duplo e o governo de Pyongyang envia ao seu encalço outro implacável agente, Dong Myung Soo (Ryoo Seung Bum) para dar cabo do herói e de sua esposa, mais o embaixador, outro suspeito de traição.

tenso: correria, tiroteio e porrada bem coordenados, mas bem que poderia ter mais.
Doo Hong Jung (Fighter in The Wind) é quem coordena a ação em The Berlin File.

Jong Sung se descobre no meio de uma armação e se volta contra o sistema que na verdade conta com uma grande rede de corrupção e negócios nada oficiais e decide fugir com a esposa, após ela contar que está grávida.

Han Suk Kyu é um agente sul-coreano que vive em conflito com os seus superiores

Outro personagem importante, aliás o co-protagonista da película é o agente sul-coreano Jung Jin Soo (Han Suk Kyu de Shiri), um sujeito da velha escola que odeia comunistas e esta é a sua maior motivação por seguir de perto as transações do país inimigo em Berlim. Ele também passa a perseguir Jong Sung e trava desentendimentos constantes com os seus superiores incompetentes.

Ryoo Seung Bum como o vilão implacável

Falei e falei, mas não contei nada que seja considerado um spoiler, tem muito mais para você descobrir em The Berlin File. Procure ver e tire suas conclusões, muita coisa foge da obviedade do tipo "sul-coreanos do bem contra os comunistas maus do norte", o drama dos personagens e a montagem de cenas são bem trabalhadas, garantindo que você não tire a atenção da tela ao longo das duas horas. Não o julgue pelo trailer.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Filmes Coreanos

악마를 보았다 [Angmareul Boatda] / I saw the devil. Coreia do Sul, 2010. De Kim Jee Woon. Drama/Crime
"Eu vi o diabo" é violento, é tenso, porém humano. Kim Soo Hyeon (Byung Hun Lee), um agente federal descobre quem é o serial killer que matou sua noiva, mas ao invés de entregá-lo à polícia, decide aplicar uma forma vingativa tão cruel quanto ao do maníaco. O sofrimento que o protagonista vive nos comove e nos faz simpatizar e torcer por ele de imediato, porém aí nos deparamos com uma situação que nos faz refletir se a decisão do herói foi a mais "justa" e o diretor Kim Jee Woon mostra tudo isso da forma mais dolorosa. As cenas são chocantes, mas jamais são mera violência gratuita. A atuações de Byun Hun Lee e Min Sik Choi são espetaculares. Um filmaço! Mas tirem as crianças da sala primeiro.

Leia a melhor crítica de I saw the devil no Dementia 13 de Ronald Perrone.


무적자 [Mujeokja] / A Better Tomorrow. Coreia do Sul, 2010. De Song Hae Sung. Drama/Crime/Ação
A adaptação traz novamente os três principais personagens e a temática da amizade e honra num ambiente restritamente masculino estão na pauta. Há um novo desfecho, mas enfim não odiei o novo A Better Tomorrow, apesar de ser fã dos primeiros dois filmes da trilogia de John Woo, que também assina a produção executiva deste remake dirigido por Song Hae Sung. Vale uma conferida pra quem ainda viu.


Ambos os filmes estão disponíveis na Netflix. Também curti demais O Caçador (The Chaser), filmão do mesmo patamar de I saw the devil, comento depois.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Fire of Conscience



火龍 [For Lung] / Fire of Conscience. China/Hong Kong, 2010. De Dante Lam. Ação/Policial/Drama

Um dos bons policiais da nova geração do cinema de Hong Kong. O diretor Dante Lam não faz feio, e é muito melhor que Benny Chan para este gênero (minha opinião). Lembra um pouco os filmes mais antigos daqueles do John Woo, mas não vai tão longe assim. Destaque para Leon Lai que faz o típico tira durão que entrega a vida no trabalho, mas é atormentado pelo sentimento de vingança. Richie Ren (ou Jen) também encarna bem seu personagem, os dois são astros pops e cantam a música tema. Vivian Hsu também está no elenco. Bom programa para curtir à noite.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

THE MAN FROM NOWHERE (Ajeossi)


Utilizando-se de elementos presentes em muitos outros filmes de ação, The Man From Nowhere  (Coreia do Sul, 2010) de Lee Jeong-beom prende o espectador com a boa narrativa, cenas de ação caprichadas, sem esquecer do conteúdo emocional e a diversão em suas duas horas muito bem trabalhadas.

Em ação: Won Bin (de Mother e A Irmandade da Guerra) encarna bem o espírito de seu personagem: muito convincente  na pele do herói frio e brutal nas lutas e perseguições.

Tae-sik (Won Bin) é um misterioso dono de uma loja de penhores, mesmo sendo antissocial faz amizade com a menina So-mi (Kim Sae-ron), sua vizinha que busca a todo custo aprofundar a amizade com o rapaz a quem ela enxerga a figura paterna que nunca teve.

So-mi vive com a mãe, uma mulher perdida na prostituição e viciada em heroína, a situação fode de vez quando essa infeliz resolve roubar a cocaína de uma máfia da pesada, que não deixa por menos, em resposta os malfeitores sequestram as duas. A mãe tem um destino cruel: é dilacerada e seus órgãos arrancados e vendidos. A gangue liderada pelos cruéis irmãos Seok armam uma cilada e culpam Tae-sik (Won Bin) pelo crime, além de usá-lo para se livrar de um traficante rival.

A fúria de Tae-sik explode e ele sai à caça dos bandidos para resgatar So-mi, descobre sozinho o esquema do crime que envolve tráfico de órgãos, drogas e crianças. Sem poder contar com a polícia que só atrapalha, mas nos revela o passado de Tae-sik, o herói faz tudo do seu jeito e do jeito que a gente gosta de ver: elimina sem dó os covardes que aparecem pela frente.

A briga final é memorável, coreografia de luta rápida e violenta!

característica interessante explorada: lutas filmadas de frente para o ator, era comum ver isso nos filmes de Bruce Lee

Ajeossi, seu título original em coreano significa "tio", é como a menina So-mi chama o protagonista, talvez para dar um toque mais sentimental e dramático e de certa forma consegue, apesar de não ser esse o forte do filme, que conta com boa dose de violência e brigas sangrentas. Aliás, a cena final para os sujeitos mais ácidos era dispensável por ser muito piegas, é o que achou por exemplo o Pablo do Cine Coréia.
A adorável Kim Sae-ron (aos 10 anos de idade), estrelou também o drama A Brand New Life (2009). Antes de tudo, "Ajeossi" é a história da amizade pura entre a menina e o dono da loja de penhores

The Man From Nowhere foi sucesso de público, o grande hit de 2010 na Coreia do Sul e bem recebido pela crítica por onde passou. O diretor Lee Jeong-beom não tem uma extensa filmografia (só 2 filmes até o momento), mas mostrou que competência não lhe falta.

No Japão: lançamento de 3 edições especiais em DVD e Blu-ray, com discos duplos cada um. Foram lançados hoje (02/02/2012). Título no Japão: "Ajioshi" (アジョシ) Fonte: Amazon.co.jp

Quando esse filme será licenciado no Brasil? É a pergunta que eu faço, se alguém souber me responder... Já estamos em 2012, acho uma injustiça não ver pelo menos um DVD nas prateleiras das locadoras brasileiras. No Japão, a estreia ocorreu meio tarde também (setembro de 2011), mas lá rolou uma premiére como pode ser visto no canal da Movie Collection. O site oficial japonês continua ativo: http://ajussi2011.jp/pc/. Nos EUA estreou em setembro de 2010, segundo o imdb.

Atualizado:
Você pode assistir a Ajeossi ou "Homem de Lugar Nenhum", título aqui adotado no Netflix. Legendado em português.

Leia a ótima crítica do filme no CineDrops (22/11/2013). 

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

SESSÃO KICKBOXER: DRAGON KID (aka: Jet Li - O Justiceiro)


Para quem se lembra ainda da Sessão Kickboxer (ou Cine Band Kickboxer, merchandising forçado) deve conhecer o primeiro título que My Father is a Hero (HK, 1995) recebeu no Brasil - Dragon Kid - nada original, porém prefiro este, pois não é apenas uma questão de troca de nome e sim uma versão diferente mesmo. A outra é "Jet Li - O Justiceiro", ainda reprisado no SBT.

Jet Li e Xie Miao são pai e filho bons de briga

Jet Li: O Justiceiro é herança direta da distribuição americana: Jet Li - The Enforcer, trabalho da Dimension Films que fez uma cagada edição absurda, não se contentando em apenas dublá-lo em inglês, trocou a trilha sonora original por uma outra, amenizaram a forçada sonoplastia de Hong Kong por uns "sonzinhos de chicote", fizeram até uma sutil alteração no roteiro e alguns cortes, enfim, parece exagero, mas O Justiceiro e Dragon Kid são filmes muito diferentes por causa disso. A dublagem clássica (versão brasileira) também é melhor, não me lembro agora qual era o estúdio. Lembro-me que Jet Li foi dublado por Sérgio Moreno e não Tatá Guarnieri, seu dublador mais recorrente. Em O Justiceiro do SBT não sei quem é seu dublador.

cena de Fist of Legend na capa de Jet Li - The Enforcer

Kung Wei (Jet Li) é um policial secreto de Pequim, seu trabalho é se infiltrar no meio da máfia e desmantelar o crime organizado antes que os bandidos descubram. Quase não há tempo para estar junto de sua família, sua esposa doente e seu filho Xu mu ou Johnny (Ku Kung no original interpretado por Xie Miao), um prodígio do Wushu. Ninguém sabe que ele é policial, incluindo sua mulher e seu filho, é tão secreto que apenas um superior da polícia conhece a sua identidade. Em sua última missão, Kung Wei enfrenta uma perigosa quadrilha de Hong Kong e acaba entrando em colisão com a polícia local, mas é apoiado pela inspetora Fong (Anita Mui).

A quadrilha é comandada por Po Kwong (Rongguang Yu), um metido que nunca tira os óculos escuros. Integram aí: Collin Chou e Ken Lo, sempre figurando como vilões

Jet Li lutando com tonfas
Anita Mui em ação

Mesmo não sendo um Wuxia, Dragon Kid apresenta bastante wire-fu, técnica que alguns fãs hardcore não toleram muito, duvidando muitas vezes das reais habilidades marciais de Jet Li. Mas foi este estilo que o consagrou e acredito que ajudou a manter os filmes de Kung Fu de pé na década de 90, o estilo "Police Story" dos anos 80 e as longas tomadas do Old School da década de 70 já haviam cansado o grande público.

Para dar mais dinamismo nas lutas, Corey Yuen costumava enquadrar a câmera bem próxima dos personagens e dublês utilizando-se de mais tomadas em cada cena, este foi o estilo predominante nos anos 90 em Hong Kong, que depois de um tempo também cansou.

Corey Yuen é o barman (à direita) ele costumava fazer participações rápidas como esta

A parceria do diretor Corey Yuen com Jet Li na produção executiva foi uma das mais bem sucedidas nesta fase: O Guarda-Costas em Ação, A Saga de um Herói 1 e 2 (receberam o mesmo tratamento da Dimension Films). Yuen foi o principal coordenador de ação de Jet Li em muitos outros filmes de Hong Kong e o acompanhou também em Hollywood desde Máquina Mortífera 4 até Os Mercenários, com exceção de alguns feitos com Yuen Woo Ping.

Última edição do DVD lançado pela tal "New Way Filmes" tem capa idêntica ao da Dragon Dynasty

Particularmente, em termos de ação, eu gosto mais dos filmes da década de 80, mas Dragon Kid e outros filmes de Jet Li da Sessão Kickboxer marcaram a minha adolescência, tanto quanto Jaspion na minha infância. Comprei na semana passada o DVD distribuído pela "New Way Filmes", também conhecida por Continental, Media Action e por aí vai... que segundo Bruno Martino (Bonga Shimbum), é uma empresa sacana que vende material vagabundo a altos preços sem pagar direitos autorais a ninguém. Se bem que na maioria dos casos isso é verdade, mas acho que tive sorte dessa vez, paguei R$ 12,99 numa americanas express (loja física) e é a mesma versão distribuída pela Dragon Dynasty, tem imagem muito boa, mas infelizmente é aquela editada pela Dimension. E a dublagem brasileira parece ter sido gravada da TV... tem ruídos!

Dá pra ver "My Father is a Hero" completo pelo Youtube, entre algumas opções tem essa aqui.

Em 2005 a The Weinstein Company que é dona da Dragon Dinasty (distribuidora de filmes asiáticos nos EUA) adquiriu a Dimension que pertencia anteriormente à Miramax/Disney.


sábado, 31 de dezembro de 2011

Choy Lee Fut (2011)


Antes de mais nada, gostaria de me retratar de um comentário que fiz recentemente do filme de Kung Fu  Choy Lee Fut (2011) de Sam Wong e Tommy Law. Pelo twitter declarei que se trata de uma bomba, ou seja, um filme péssimo. Não é nada disso, logicamente que Choy Lee Fut (ou Cai Li Fo em mandarim) fica muito aquém do esperado, particularmente fiquei frustrado com o resultado geral, levando-se em consideração a minha enorme expectativa, mas... o filme tem suas qualidades. Pode apostar que é melhor que Tekken.

Kane Kosugi & Sammy Hung mandam bem na ação

o experiente Yuen Wah também distribuiu alguns golpes

A história é simples: Um poderoso grupo empresarial tenta incorporar a famosa escola Choy Lay Fut, mantida pelos mestres e irmãos Chen Tien-hong (Sammo Hung) e Chen Tien-lai (Yuen Wah), o primeiro viaja pelo mundo divulgando a arte marcial com pretensões inovadoras, já Tien-lai vive sossegado na escola que ainda é tocada de forma muito tradicional.

Jie (Sammy Hung) filho de Tien-hong se opõe à venda do patrimônio da família, mas acaba se apaixonando por Yu Fai (Wang Jiayin), representante do grupo que tenta a todo custo tomar o controle da escola. Jie nunca teve grande interesse pelos estudos em artes marciais, mas a ameaça de perder a escola o motiva a mudar sua vida. Yu Fai propõe uma disputa entre os lutadores patrocinados pelo grupo e a equipe de Jie para que assim possa se decidir o futuro da escola.

Sammo Hung (dir) e seu filho Sammy juntos em Choy Lee Fat

Sammo Hung e Yuen Wah são coadjuvantes - isto era algo previsível - os protagonistas são os não muito jovens Sammy Hung (32) e o nipo-americano Kane Kosugi (37). Propaganda enganosa é Dennis Too aparecendo nos pôsteres e eventos de divulgação, ele só faz uma pontinha em Choy Lee Fut e olhe lá.

Kane Kosugi: melhor em cena quando o assunto é luta

Demorou para Sammy Hung ganhar espaço em filmes de ação ao lado do pai Sammo, e olha que ele não decepciona nas cenas de luta, mas é Kane Kosugi que rouba os melhores momentos de porrada. Na trama ele é Ken, melhor amigo de Jie, um praticante japonês de caratê que sempre apreciou o kung fu, especialmente o Choy Lay Fut, os dois se conheceram no Reino Unido, Ken entra na disputa para ajudar o amigo. Kosugi também é filho de um famoso astro de ação dos anos 80, o ninja Sho Kosugi (A vingança do Ninja, entre outros).

O diretor Sam Wong também faz uma participação especial.

O romance entre Wang Jiayin e Sammy Hung não é algo bem coordenado, mas até que é engraçado.


Se o que mais lhe importa é ver boas cenas de luta, o combate final vale todo o filme, seguem alguns closes (clique na imagem para ampliar):


Sam Lau golpeia Sam Wong
Kane Kosugi aplica chute em Ian Powers
Sammy Hung acerta Stephen Wong


Choy Lay Fut (o filme está grafado "Lee") é um popular estilo de kung fu, saiba mais no http://www.lungfu.com.br/historia.html. Outra produção que também divulga a arte marcial é o clássico da Shaw BrothersO Grande Mestre da Morte, estrelado por Alexander Fu Sheng. Este sim, muito recomendado por mim e por fãs do gênero.