quinta-feira, 3 de setembro de 2009

"Dororo" - ancioso para ver as sequências!

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Os quase 140 minutos de "Dororo" (Japão, 2007) não foram nem um pouco entendiantes, pelo menos para mim. O que me garantiu a diversão foi a personagem-título interpretada por Kou Shibasaki, que se mostrou muito carismática e fez uma 'menina-moleque' bem convincente, chegando muitas vezes a esconder a sua beleza. Para quem entende um pouco de japonês, vai rachar o bico com o linguajar grosseiro da moça, que me fez lembrar de Goku (Dragon Ball).
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Hyakkimaru (Satoshi Tsumabuki) e Dororo (Kou Shibasaki)

O personagem principal é Hyakkimaru, na pele de Satoshi Tsumabuki, que também não fez feio na atuação. Hyakkimaru é um jovem guerreiro que nasceu sem diversas partes do corpo, abandonado pela família ainda recém-nascido, foi encontrado e criado por um velho eremita que reconstruiu todos os órgãos e membros do menino, utilizando-se de corpos de outras crianças mortas em guerras com a ajuda de fórmulas secretas mágicas, sim, o velho era um feiticeiro e antes de morrer conta a Hyakkimaru que o seu verdadeiro corpo está nas mãos de alguns demônios e para tê-lo de volta é necessário lutar contra essas criaturas das trevas que vivem disfarçados entre os humanos.
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Cada vez que Hyakkimaru elimina um demônio, ele recupera uma parte de seu corpo. A história é meio bizarra, mas é baseada no mangá honônimo de Osamu Tezuka. Não estranhe que o personagem principal não seja Dororo, conforme o nome da obra - isso também acontece em "Princesa Mononoke" (Mononoke Hime, 1997) de Hayao Miyazaki, no qual o protagonista é Ashitaka, o mesmo pode ser observado em "Akira" (1982) de Katsuhiro Otomo e em muitos outros mangás/animes que não me recordo bem. Mesmo assim, o destaque fica mesmo é para a própria Dororo vivida por Shibasaki, conforme já falei anteriormente, e apesar de ela não estar nas batalhas principais é a que mais fala e faz palhaçadas, botando mais alegria no mórbido Hyakkimaru, que a aceita como "seguidora". O filme termina sem deixar ponta, mas deixa claro que tem continuação na mensagem final. Estou esperando pelos 2 próximos filmes!
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Leia a crítica também do colega Takeo Maruyama do Asian Fury, que não curtiu Dororo tanto quanto eu, devido ao uso excessivo de CG (eu acho que ficou dentro do aceitável) e o provável desperdício do diretor de ação Ching Siu-Tung, mas a luta final (de 3 min) ficou da hora. Dororo, não é um Wuxia, e muito menos um Chambara, portanto se você assistir esperando por isso, terá uma decepção na certa. Eu me decepcionei mesmo é com "Shinobi" (Japão, 2005) - naquela ocasião eu esperava ver um filme de ninja com muita luta, além da capa bonita e romântica do DVD, mas amarguei ver fantásticas cenas computadorizadas, que apesar de bem produzidas, quebraram os melhores momentos de ação do filme.

Leia também a resenha de Jorge Soares do My Asian Movies.

Trailer - com o Ending theme de Mr. Children in "FAKE"