quinta-feira, 1 de abril de 2010

BRUCE LEE: ENTER THE DRAGON

 Quando eu nem tinha videocassete em casa, me contentava em ver as exaustivas reprises da Tv. Na velha Sessão das Dez, via e revia "McQuade - O lobo solitário", "A Coisa" (quem não lembra da maldita coisa branca?), "Trovão Azul" e claro: "Operação Dragão"!

Não há muitas novidades para se ficar contando de um dos filmes mais famosos do gênero, com um astro que se tornou mito, mas revê-lo depois de mais de uma década em formato digital é relembrar de muita coisa boa do passado, e coisa ruim também como por exemplo: não existia imagem boa na Tv.

Sammo Hung também encarou a fúria de Bruce Lee

De toda a filmografia de Bruce Lee, Enter The Dragon é o que apresenta um roteiro mais racional, aonde até mesmo existe a justificativa do "por que alguém não saca de uma 45, atira e pronto?". Nada disso, na ilha do grande vilão Han (Kien Shih), armas não são permitidas e o porte de armas de fogo naquela região é restritamente proibido.

E na terra de Han, ele realiza um torneio de artes-marciais, isso nada mais é do que uma fachada para encobrir o seu verdadeiro negócio sujo, que envolvem comércio de drogas e prostituição. Mas ninguém conseguiu provas para pegar o velho "metido a Dr. No".

Robert Wall toma uma surra de mortal, e o figurante Jackie Chan tem o pescoço quebrado por Lee

Uma agência britânica incubida de reunir as tais evidências contrata Lee, um membro do Templo Shaolin, que se infiltra na ilha como um convidado no fajuto torneio de Han.

Além de desmantelar a quadrilha toda, Lee ainda se vinga de sua irmã (Angela Mao), que foi morta (na verdade ela se matou) por um dos capangas de Han, o cara da cicatriz Ohara (Robert Wall).

Co-estrelam ainda John Saxon e Jim Kelly, grandes atores e alunos de Bruce Lee. Bolo Yeung também ficaria mais do que conhecido pelo mundo como o eterno cara mau, quando eu era criança o odiava, mas hoje percebo o quanto é importante e divertido termos um vilão tão carismático como ele num filme de ação. A música de Lalo Schifrin também é daquelas que entram na cabeça e não saem mais.

Jim Kelly enfrenta Kien Shih, e Bolo mata covardemente um infeliz que dormiu no ponto

As coreografias de luta de Bruce Lee são simples, com golpes certeiros e diretos, sem enrolação ele chega, dá um soco fulminante que mata o pobre coitado que estiver no seu caminho. Mas o mais legal é a expressão que Lee faz, a aura que poucos atores conseguem nos passar nas cenas de luta, é isso o que nós chamamos de carisma.
um contra mil: para que servem esses dublês-figurantes a não ser apanharem até morrer?

o duelo final na sala de espelhos é memorável